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I Seminário Internacional de Podologia Filadélfia
 

 

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“Carta Aberta de Balneário Camboriú”

Carta Documento do I Congresso Internacional Filadélfia de Podologia.

Mesa Redonda realizada no dia 14/09/2009 às 08:00h

Coordenadora:

Profa. Msc. Carmem Lúcia Honorato Germann – Técnica em Podologia

 

Participantes:

Adelcio José Cordeiro (PR)

Camilo Azevedo (SP)

Carmem Lúcia H.. Germann (SC)

Celso Freitas (SP)

Maria Aparecida Giocondo (Cidinha) (SP)

Cinthia Cordeiro Belo (PR)

Eliazer Lopes de Moura (PR)

Jane Cristina Valentim de Carvalho (PR)

Lílian Vucovich Guillen (Uruguay)

Lorraine Cristina de Jesus Oliveira (PR)

Luana Costa de Moraes (SC)

Marcelo Azevedo (SP)

Miguel Angel Amaya (Uruguay)

Renato Butsher Cruz (SP)

Simone Tatto (PR)

 

 

A mesa redonda foi iniciada a partir da apresentação dos participantes e na seqüência com o questionamento do professor Eliazer sobre a atual situação da podologia no Brasil e quais os rumos que queremos dar quando se observa uma de desigualdade de opiniões tanto técnicas quanto políticas ideológicas.

Salientou também que são muitos os viés das filosofias praticadas na podologia do Brasil, e, que portanto a questão colocada é: como agregar em um único viés a política filosófica da podologia?

O que os profissionais da podologia querem e o que esperam da pratica podológica?

 

Miguel – representante do Mercosul  coloca a experiência do seu pais, como sendo uma vivencia muito boa, já que a podologia no Uruguai migrou para a ciência multidisciplinar colaborando diretamente com a medicina, e, sendo neste contexto, respeitada pela medicina de seu pais, como um auxilio efetivo. Inclusive a podologia faz parte da saúde publica e dos planos de saúde.

 

Celso. – Vice-Presidente da Associação Brasileira de Podologia, concorda e avaliza a posição do Uruguai e cita como sendo um bom caminho para seguirmos no Brasil.

Afirma que dentro da saúde no Brasil (hospitais) os podólogos são discriminados, pelo fato de os profissionais da saúde não conhecerem as competências técnicas do podólogo. O questionamento nas unidades de saúde “é que não há um profissional responsável (médico, enfermeiro) pela atividade do podólogo”.

 

Adelcio – concorda com os anteriores e afirma que participou in loco da experiência Uruguaia através de um curso de capacitação naquele país.

 

Renato – Diz que é necessário mecanismos que possam valorizar os técnicos em podologia, para que efetivamente, os profissionais técnicos, possam ter credibilidade. E destaca que os técnicos tem praticamente os mesmos conhecimentos que os  tecnólogos, porém isso não serve para todos, por isso é impreterível o conhecimento com qualidade. Citou inclusive um caso de um podólogo que advindo dos Estados Unidos, estava apto a fazer cirurgias e foi denunciado por isso. Não quer dizer que quem saiba, esteja legalmente apto para tanto.

 

Miguel destaca que no Uruguai começou pelo tecnólogo depois evoluiu para o bacharel- Podologia Médica e agora muito recentemente para a licenciatura.

 

Carmem - Qual o caminho a seguir? Para onde ir? O que quaremos efetivamente?

 

Celso – respondendo ao Miguel, afirma que aqui no Brasil começamos com o Lacy (implantando o curso de Pedicuro Calista), posteriormente para os cursos técnicos e agora já há o tecnólogo em São Paulo. E que a Associação está comprometida com o projeto de aprovação da Profissão no Congresso Nacional.

 

Renato – Diz que a solução para tudo está na criação do Conselho de Podologia. Mas o conselho depende da aprovação da regulamentação da profissão.

 

Eliazer – Sugere a criação do Conselho Federal de Podologia, como associação – para que se possa ter CHL – Certificado Habilitação Legal, para que isso possa respaldar os podólogos(as) atuantes.

No entanto, é preciso criar condições financeiras para que este Conselho-Associação tenho suprimento para a sua sobrevivência. O intuito é utilizar o Conselho Federal de Podologia – Associação, como ferramenta agregadora para poder atuar junto aos órgãos oficiais e até mesmo ante as necessidades dos podólogos em situações individuais, respaldando assim alguns procedimentos.

Criar mecanismo de arrecadação, através, por exemplo, de uma carteira de identificação em nível nacional. E a emissão do CHL – Certificado de Habilitação Legal.

Seguiu-se a discussão da viabilidade e legalidade desta proposta, assim sendo, o Celso foi indicado para “encabeçar” a proposta através da Associação Brasileira de Podologia. Sua resposta foi de que necessita consultar a associação para posteriormente dar uma definição mais concreta.

 

À parte das discussões a Profa. Luana, respaldou essa idéia, dando um depoimento a respeito de como sucedeu na Enfermagem, sendo o COREN um instrumento regulador dos profissionais credenciados, coibindo atividades de pessoas não regulamentadas.

Sugeriu que os elaboradores de eventos dêem descontos para os associados, incentivado assim a filiação à associação.

 

Foi unânime a aceitação de que devemos criar o Conselho Federal de Podologia, com a participação efetiva das associações locais e/ou estaduais.

 

O prof. Eliazer se comprometeu a dar apoio a criação deste entidade, e Celso ficou de marcar uma reunião com todos os presidentes das associações locais e/ou estaduais.

 

Sem mais, eu Carmem L. H. Germann, dei por encerrada esta mesa redonda.



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