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Ambliopias causadas por intoxicação
 

 


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     Ambliopia devida a envenenamento por metanol (álcool metílico): O álcool metílico há muito é usado como bebida tóxica, por engano ou pela falta de álcool etílico. É misturado acidentalmente ou propositadamente com álcool etílico. Seu produto nocivo, formaldeido, pode causar envenenamento agudo, caracterizado por gastroenterite, edema cerebral, e danos extensos na retina. Há grandes variações individuais na tolerância: pequena quantidade pode causar efeitos profundos em algumas pessoas, enquanto que quantidades muito maiores não causam efeitos tóxicos em outras. Tem sido observada absorção sistêmica significante por vapores inalados e, muito raramente através da pele. Há destruição marcante de células ganglionares da retina, assim como degeneração das fibras nervosas no nervo óptico, se estendendo para trás do quiasma óptico, em casos graves.

     Ambliopia por quinino: Se o etanol e o metanol são ingeridos ou inalados simultaneamente, os efeitos do metanol não se tornarão evidentes até que a maior parte do etanol seja excretada. Se o paciente for assistido logo após a exposição, uma lavagem gástrica deve ser efetuada. Acidose deve ser controlada com grandes e repetidas doses de bicarbonato. O etanol inibe a oxidação metabólica do metanol, por isso, uma concentração de etanol no sangue deve ser mantida no sangue até que todo metanol seja excretado. Pacientes com pupilas dilatadas e fixas durante em ataque agudo, geralmente morrem. Se sobreviverem, terão grave perda de visão. Pacientes com edema na retina, tem perda de visão permanente, de moderada a marcante. A perda de visão inicial apresenta uma melhora precoce que pode ser apenas transitória. A melhora de visão ocorre somente durante a primeira semana; se ocorrer melhora pequena ou nenhuma imediata, a atrofia óptica com acuidade visual muito baixa é a regra. Apenas em casos leves a função visual normal é recuperada.

      Ambliopia nutricional: A ambliopia nutricional é o termo preferido para afecção, às vezes, referida como ambliopia por fumo e álcool, já que todos são a mesma entidade. Pessoas com hábitos alimentares pobres, particularmente se a dieta for deficiente em complexo de vitamina B, podem desenvolver escotoma centro-cecal que é geralmente de densidade constante. Quando a densidade de escotoma varia, a porção mais densa, geralmente, se situa entre o ponto de fixação e mancha cega. Bebidas alcoólicas em excesso, com ou sem fumo, associam-se, a um mau estado de nutrição. Às vezes, há história de abuso de fumo, sem uso de bebidas alcoólicas. A perda da visão central, bilateral, está presente em mais de 50% dos pacientes, reduzindo a acuidade visual abaixo de 20/200. A maioria dos demais tem grave perda de visão central em um olho, com déficit de 25/50 de acuidade visual, no olho maior. Campos visuais centrais revelam o escotoma que, quase sempre inclui o ponto de fixação e a mancha cega (escotoma centro-cecal). Uma dieta adequada, mais suplementação de vitamina B, é quase sempre, eficaz na cura completa da doença. É aconselhável abstenção do fumo e do álcool e isso pode apressar a cura, mas em muitos casos apenas a nutrição adequada efetuou a cura, a despeito de continuada e excessiva ingestão de álcool, fumo ou de ambos. A melhora, geralmente começa num período de 1-2 meses; apesar de uma melhora significativa não ocorrer dentro de um ano. Em quase todos os casos, a função visual retorna ao normal ou quase normal, mais cedo ou mais tarde. Atrofia permanente ocorre em baixa porcentagem de casos com deficiência de nutrição por longo tempo.

      Ambliopia devida ao quinino e compostos afins: O quinino e quinacrina, usados principalmente no tratamento e prevenção da malária, causam, às vezes, distúrbios visuais com base em uma sensibilidade especial. Os sintomas são: sensação e “enchimento” da cabeça, som de campainha no ouvido, e surdez. Há constrição do campo visual, e raramente cegueira total. A tendência é para a recuperação parcial, com defeitos de campo visual periférico permanentes. As células ganglionares da retina são afetadas primeiro, como resultado marcante vaso constrição das arteríolas retinianas, facilmente visíveis com oftalmoscópio. Graus variáveis de edema de retina, precoce, e atrofia óptica, tardia, ocorrem bilateralmente. O tratamento mais importante é a abstenção da droga depois da qual pode haver, alguma melhora, nenhuma modificação ou deteriorização continuada gradual de função visual. Vasodilatadores podem influenciar favoravelmente, alguns casos, na fase aguda.

      Ambliopia devida a compostos orgânicos arsenicais: Perda de visão, permanentemente, às vezes, resulta de compostos orgânicos usados no tratamento de síflis. Contração do campo visual periférico e depressão geral do campo, seguida de atrofia óptica com nenhuma tendência a recuperação, são os sinais principais. Em alguns casos, e a despeito de suspensão de medicação, ocorre cegueira completa.

      Ambliopia devida a salicilatos: Derivados do ácido salicílico em doses elevadas causam um quadro clínico de intoxicação quase igual ao causado pelo quinino. Contricção do campo visual, semelhante aquele visto na ambliopia por quinino, pupilas dilatadas, zumbido no ouvido e surdez podem estar todos presentes. Com a supressão da droga a função visual geralmente melhora, mas recuperação total é rara.

*Ambliopia, em termos simples, é a diminuição da Acuidade Visual sem causa aparente (N.E)



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