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Coluna Professor Leandro
 

 


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Pterígio

        O pterígio é um crescimento triangular de tecido fibrovascular da conjuntiva bulbar sobre a córnea. Localiza-se horizontalmente na fissura interpalpebral, quer do lado nasal onde é mais freqüente, quer do lado temporal.

        A partir de fatores constitucionais, a ocorrência do pterígio é desencadeada provavelmente pela exposição à radiação ultravioleta cujas quantidades variam com a latitude geográfica .

        O pterígio pode ocorrer em qualquer parte do mundo, porém é mais freqüente nas regiões tropicais onde a prevalência é alta, em torno de 22%, diminuindo para 2% em latitudes maiores que 40o . Na Região Amazônica até ¼ dos pacientes que procuram o ambulatório de Oftalmologia apresentam pterígio.

        Embora a literatura refira que as prevalências mais elevadas ocorram em climas quentes e secos, a literatura evidencia que numa região de clima quente e umidade relativa superior a 80%, demonstra que nessas condições a ocorrência de pterígio pode ser ainda maior .

        O pterígio pode progredir lentamente em direção ao centro da córnea ou tornar-se quiescente. As indicações de atividade são observadas pela irregularidade do epitélio da córnea, opacificação da membrana de Bowman, vascularização da córnea e inflamação. O pterígio pode produzir astigmatismo irregular com diminuição acentuada da acuidade visual e 90% deles se localizam na região nasal do olho . Menos freqüente são os simbléfaros, que quando presentes limitam a motilidade ocular e produzem diplopia.

        O exame histopatológico revela que o tecido subepitelial sofreu degeneração elástica, e resulta da degradação do colágeno e destruição da membrana de Bowman .O uso de filtros solares anti-UV pode diminuir a incidência da neoplasia. A excisão do pterígio está indicada se o eixo visual estiver ameaçado, se o pterígio causar extrema irritação ou astigmatismo. As recidivas são mais freqüentes em jovens do que em velhos e ocorrem no período de algumas semanas após a cirurgia, iniciando do bordo conjuntival excisado. A taxa de recidiva chega a 40% quando se faz excisão de esclera nua. Essa taxa decai, se a cirurgia for feita com transplante de conjuntiva autólogo ou uso tópico de mitomicina. Esses procedimentos podem diminuir a recidiva para até 5%.

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