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Deficiência Visual
O termo deficiência visual
refere-se a uma situação irreversível de diminuição da resposta visual, em
virtude de causas congênitas ou hereditárias, mesmo após tratamento clínico e/ou
cirúrgico e uso de correções ópticas convencionais. A diminuição da resposta
visual pode ser leve, moderada, severa, profunda e ausência total da resposta
visual (cegueira). Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) , o indivíduo
com baixa visão ou visão subnormal é aquele que apresenta diminuição das suas
respostas visuais, mesmo após tratamento e/ou correção óptica convencional, e
uma acuidade visual menor que 20/200 à percepção de luz, ou um campo visual
menor que 10 graus do seu ponto de fixação no melhor olho, mas que usa ou é
potencialmente capaz de usar a visão para o planejamento e/ou execução de uma
tarefa. Há vários tipos de classificação. De acordo com a intensidade da
deficiência, temos a deficiência visual leve, moderada, profunda, severa e perda
total da visão. De acordo com comprometimento de campo visual, temos o
comprometimento central, periférico e sem alteração. De acordo com a idade de
início, a deficiência pode ser congênita ou adquirida. Se está associada a outro
tipo, como surdez, por exemplo, a deficiência pode ser múltipla ou não. Segundo
a OMS- Organização Mundial de Saúde, cerca de 1% da população mundial apresenta
algum grau de deficiência visual. De maneira genérica, podemos considerar as
principais causas são infecciosas, nutricionais, traumáticas e causadas por
doenças como as cataratas, as causas genéticas e degenerativas. As causas podem
ser divididas também em: congênitas ou adquiridas. Causas congênitas: amaurose
congênita de Leber, malformações oculares, glaucoma congênito, catarata
congênita. Causas adquiridas: traumas oculares, catarata, degeneração senil de
mácula, glaucoma, alterações retinianas relacionadas à hipertensão arterial ou
diabetes. devemos atentar ao histórico familiar de deficiência visual por
doenças de caráter hereditário: por exemplo glaucoma; Histórico pessoal de
diabetes, hipertensão arterial e outras doenças sistêmicas que podem levar a
comprometimento visual, por exemplo: esclerose múltipla. Senilidade, por
exemplo: catarata, degeneração senil de mácula. Não realização de cuidados
pré-natais e prematuridade. Não utilização de óculos de proteção durante a
realização de determinadas tarefas (por exemplo durante o uso de solda
elétrica). Não imunização contra rubéola da população feminina em idade
reprodutiva, o que pode levar a uma maior chance de rubéola congênita e
conseqüente acometimento visual. Alguns sinais característicos da presença da
deficiência visual na criança são o desvio de um dos olhos (estrabismos), não
seguimento visual de objetos, não reconhecimento visual de familiares, baixa
aproveitamento escolar, atraso de desenvolvimento. No adulto, pode ser o
enlaçamento súbito da visão. Em ambos os casos, são vermelhidão, mancha branca
nos olhos, dor, lacrimejamento, flashes, retração do campo de visão que pode
provocar dificuldade na locomoção e perda da visão de profundidade. Em todos os
casos, deve ser realizada avaliação oftalmológica para diagnóstico do processo e
possíveis tratamentos, em caráter de urgência.
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