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Adaptação de lentes de contato em crianças

        Mesmo tendo grandes avanços na área de contatologia, ainda deparamos com dificuldades na adaptação de lentes de contato em crianças. É com grande intensidade que as novidades nesta área possibilitam uma melhor adaptação, com advento de novos materiais para a manufatura de LC de uso prolongado. Mas mesmo assim o sucesso da adaptação depende do profissional que irá escolher qual a melhor LC em cada caso.

        O grande empecilho a estes adaptadores com certeza resida na grande dificuldade em conseguir em um curto prazo de tempo outra LC com as mesmas especificações e parâmetros necessários. Aconselhamos aos pais das crianças que porventura estejam a adaptar LC que possuam na medida do possível uma lente de contato de reserva, para que não interrompam o tratamento.

        Na atual conjuntura financeira fica estabelecido um desafio ao adaptador o fato de ser difícil a aquisição de uma LC, o que dirá mais o de uma reserva; fica assim estabelecido o desafio aos senhores adaptadores.

INDICAÇÕES

        Geralmente as indicações de lentes de contato em crianças provêem de situações onde não é possível alcançar a visão binocular ou não se alcança à acuidade visual satisfatória com a correção habitual (óculos). Sendo indicadas em casos de: afacia, anisometropia, astigmatismos oculares, alta miopia, ceratocone, aniridia, albinismo, ectopia lentis, alguns tipos de ambliopia e nistagmo.

        Vamos nos atentar as principais indicações, ou seja, àquelas onde freqüentemente adaptamos LC em crianças, descrevendo em detalhes essas indicações.

        Afacia: Caracteriza-se por uma terapêutica precoce e de grande importância ao correto desenvolvimento dentro do período de plasticidade visual (maturação visual); esta terapia aliada à estimulação visual adequada e oclusão concomitante a adaptação precisa da LC, mostra-se eficaz. A adaptação deve ser precoce, ou seja, logo após o ato cirúrgico ou em um dos primeiros pós-operatórios, para se prevenir também a ambliopia privacional. Associa-se a esta adaptação a terapia oclusiva para que se estimule adequadamente o olho até então privado de estímulos. Esta terapêutica deve ser realizada pelo profissional competente, como por exemplo, o ortoptista, e inicialmente acompanhada semanalmente e permanecendo em alguns anos por alguns anos. Menos severa a afacia bilateral quando realizada a exérese em tempo satisfatório, pode ser corrigida com óculos ou com LC, porém deve ser realizado o acompanhamento ortóptico para orientar à oclusão para que se evite a preferência por um dos olhos e conseqüente ambliopia.

            Num próximo passo continuaremos com esse interessante assunto.

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